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Ceia do Senhor reúne Campo de Porto Alegre no Templo Matriz

Na noite de 4 de maio, o Templo Matriz recebeu o Culto do Campo, marcado pela celebração da Ceia do Senhor e conduzido pelo presidente da ...


 Na noite de 4 de maio, o Templo Matriz recebeu o Culto do Campo, marcado pela celebração da Ceia do Senhor e conduzido pelo presidente da igreja, pastor João Oliveira de Souza. Realizada na primeira segunda-feira de cada mês, a reunião reuniu representantes dos distritos, líderes locais, pastores, obreiros e membros vindos de diferentes regiões do campo. 

Desde os primeiros momentos, o culto foi marcado por oração, louvores congregacionais e pela participação do coral e dos músicos da igreja. O ambiente revelou não apenas a presença numerosa dos irmãos, que lotaram o templo, mas também o sentido de unidade que envolve a celebração da Ceia. Para a igreja, trata-se de uma noite em que a memória da cruz, a comunhão entre os irmãos e o exame pessoal diante de Deus se encontram de maneira profunda.

O ponto central da noite foi a ministração da Palavra de Deus pelo pastor João Oliveira de Souza. A mensagem teve como base a Epístola de Tiago, capítulo 1, a partir do versículo 22, texto em que o apóstolo exorta os cristãos a serem praticantes da Palavra e não somente ouvintes. A partir dessa passagem, o pastor conduziu a igreja a uma reflexão direta sobre a diferença entre a religiosidade aparente e a fé vivida no cotidiano.

O pastor João destacou que a Palavra de Deus não pode ser tratada apenas como algo ouvido no ambiente do culto. Segundo a mensagem, ouvir sem praticar abre espaço para o engano espiritual. O texto de Tiago foi apresentado como um chamado à coerência cristã, especialmente em uma noite de Ceia, quando a igreja se aproxima da mesa do Senhor com reverência, memória e responsabilidade.

.Ao longo da mensagem, o pastor utilizou imagens simples e contundentes para aproximar a reflexão bíblica da vida diária. Falou do cristão árvore, que possui vida, floresce e produz frutos, em contraste com o cristão poste, que permanece no lugar, mas não frutifica. Também recorreu à figura do barco no mar para advertir que o problema não está em o cristão viver no mundo, mas em permitir que o mundo entre em sua vida. A partir dessas imagens, a igreja foi chamada a uma decisão espiritual: viver como ouvinte ocasional ou como praticante fiel da Palavra.

Após a ministração, houve um apelo para que os irmãos buscassem diante de Deus renovação, fortalecimento da fé e disposição para uma vida mais comprometida com a Escritura. Muitos se dirigiram à frente para receber oração, em um momento de quebrantamento e consagração. A intercessão pediu reconciliação, cura, fortalecimento espiritual e a presença de Deus sobre a igreja, para que ninguém saísse vazio da reunião.

Na sequência, o culto entrou no momento da Ceia do Senhor. O pastor João leu a passagem de 1 Coríntios 11, a partir do versículo 23, recordando as palavras do apóstolo Paulo sobre a noite em que Jesus foi traído, tomou o pão, deu graças, partiu e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vós”. A leitura também destacou o cálice como sinal da nova aliança no sangue de Cristo e a proclamação da morte do Senhor até que Ele venha.

Com oração sobre o pão e o cálice, a igreja participou da mesa do Senhor em clima de reverência. O coral, a orquestra e os músicos conduziram cânticos que reforçaram a centralidade da cruz, da memória do sacrifício de Cristo e da gratidão pela salvação. O culto seguiu em adoração, com a congregação envolvida em louvores que deram continuidade ao espírito da mensagem pregada.

A celebração da Ceia, mais uma vez, não foi apenas um ato litúrgico. Foi um chamado à consciência cristã. A noite lembrou à igreja que a comunhão com Cristo exige mais do que presença no templo, emoção no culto ou reconhecimento da beleza da Palavra. Exige prática, obediência e vida transformada.

No encerramento, permaneceu a marca de uma reunião em que a igreja se viu diante do espelho da Escritura e da mesa do Senhor. Entre a Palavra pregada, a oração, os cânticos e a participação na Ceia, o Culto do Campo de 4 de maio reafirmou o compromisso da igreja de Porto Alegre com a fé bíblica, a comunhão dos santos e a esperança viva naquele que morreu, ressuscitou e voltará.


Edison Lenn, MTB 16430




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