Celebração no Templo Matriz destaca a comunhão da igreja, a mensagem da Palavra ministrada pelo pastor João Oliveira de Souza e o significado da Santa Ceia do Senhor
A noite de segunda-feira, 2 de novembro, foi
marcada por orações, louvores e comunhão no Templo Matriz da Assembleia de Deus
de Porto Alegre, durante o Culto do Campo e a celebração da Santa Ceia do
Senhor. A reunião contou com a presença de irmãos de diferentes distritos da
igreja, reunidos para agradecer a Deus, fortalecer os laços de fraternidade e
recordar, por meio da Ceia, o sacrifício de Jesus Cristo na cruz.
Desde os primeiros momentos, as orações expressaram
a gratidão da igreja pelo dom da vida e pela oportunidade de estar na presença
de Deus. Também houve súplicas por renovação espiritual, fortalecimento da fé e
consolo para aqueles que enfrentam dificuldades. O pedido para que cada pessoa
saísse do culto fortalecida deu o tom de uma noite dedicada à esperança e à
confiança no cuidado do Senhor.
As intercessões alcançaram ainda aqueles que
enfrentam enfermidades, as pessoas hospitalizadas e privadas de liberdade, as
famílias e a população brasileira. Pastores, lideranças e autoridades também
foram lembrados em oração. Em meio a essas súplicas, a igreja reafirmou sua
confiança em Deus e o desejo de continuar sendo uma presença de fé, acolhimento
e serviço à comunidade.
A música teve lugar especial na programação. As apresentações do coral e os louvores conduziram a igreja a momentos de adoração. Entre os louvores, o hino 83 da Harpa Cristã, “Não Posso Explicar”, que recorda a proximidade de Jesus e a paz encontrada em sua presença. Com a congregação participando, o louvor se tornou uma expressão coletiva de fé e gratidão.
A comunhão entre os distritos também ganhou
destaque com a apresentação de representações vindas de diferentes regiões do
campo. Foram mencionados os distritos Vargas, Jardim Leopoldina, Gustavo
Nordlund, Elizabeth e União, acompanhados de suas respectivas lideranças. A
presença desses irmãos reforçou o caráter fraterno da reunião, que aproxima
congregações e fortalece os vínculos entre os membros da Assembleia de Deus de
Porto Alegre.
A celebração da Ceia também foi anunciada para
os dias seguintes: nas sedes distritais, na terça-feira; nas congregações, na
quarta-feira, dia 4; no culto de impacto espiritual, quinta-feira, às 15h, no
Templo Matriz; e no domingo, dia 8, às 9h. A programação expressa o cuidado de
alcançar os membros em suas diferentes comunidades.
No Culto do Campo, a Palavra de Deus ocupa, ao lado da Santa Ceia, lugar essencial. O pastor João Oliveira de Souza, presidente da Assembleia de Deus em Porto Alegre, costuma conduzir os cultos de segunda-feira. É nesse ambiente de reverência que a igreja se reúne para ouvir as Escrituras e renovar sua consciência do compromisso com Cristo.
O significado espiritual da celebração encontra
fundamento nas palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 11:23-26. Ao recordar
a instituição da Ceia, o texto apresenta o pão e o cálice como sinais da
entrega de Jesus e da nova aliança em seu sangue. Participar desse momento é,
para a fé cristã, anunciar a morte do Senhor até que Ele venha. Assim, a
cerimônia não se resume a uma tradição: aponta para a cruz, para a redenção e
para a esperança da volta de Cristo.
A mesma passagem bíblica também convida ao
exame pessoal antes da participação na Ceia (1 Coríntios 11:27-29). Essa
dimensão de reflexão dá sentido às orações que marcaram o culto, com pedidos de
perdão, restauração, renovação espiritual e fortalecimento da igreja. A
comunhão à mesa do Senhor lembra que a fé não é vivida de maneira isolada, mas
em responsabilidade diante de Deus e em amor aos irmãos.
Outro aspecto central é a gratidão. No relato de Lucas 22:19, Jesus orienta seus discípulos a celebrar em memória dele. É essa lembrança que dá profundidade aos louvores e à adoração da igreja: o sacrifício de Cristo é recordado com reverência, e sua graça inspira uma vida de fidelidade, serviço e esperança. A Ceia e a Palavra, juntas, conduzem os irmãos a olhar para o que Jesus fez e para a maneira como esse Evangelho deve transformar a vida cotidiana.
Jornalista Edison Lenn | BTT 16.430