No último dia 2 de fevereiro de 2026, o Templo Matriz da Assembleia de Deus de Porto Alegre recebeu representantes de distritos, pastores do campo e a diretoria da igreja no "Culto do Campo". Sob a condução do presidente, pastor João Oliveira de Souza, o culto culminou na celebração da Ceia do Senhor, marcando um momento de louvor efusivo, estímulo e alerta profético em tempos de apostasia espiritual.
A banda da igreja e o Coral Louvor Eterno abriram as portas do céu, louvaram jutamente com a igreja evocando o Espírito Santo. O pastor João, destacou a fidelidade de membros como Jorge Bica, reconhecido pela sua presença constante nos batismos. No entanto, o momento que mais comoveu os presentes foi a celebração do aniversário de 55 anos de matrimónio do irmão Adão e sua esposa.
A ministração da Palavra, no entanto, elevou o encontro a um brado profético. Baseado em Colossenses 2.8 – “Cuidado para que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas” –, o pastor João Oliveira de Souza desmascarou a infiltração do humanismo secular nos púlpitos evangélicos. "Quando a igreja substitui os dons do Espírito por teorias humanas, inicia a decadência espiritual", citando Jesus no Monte das Oliveiras (Mateus 7.15; 24), Paulo aos Colossenses e Timóteo (1 Timóteo 4.1). Ele alertou contra o esfriamento: crentes que silenciam as línguas estranhas por medo de "escandalizar", ou ações reduzidas a "conta-gotas" e a doutrinação subliminar via celulares e mídias, que roubam gerações de Deus.
Em uma análise bíblica, o João Oliveira traçou o caminho da manhã apocalíptica – da Laodiceia (Apocalipse 3) à falência de compras históricas no Brasil pré-avivamento nórdico. "Tudo era Deus: casa, carroça, aniversário. Hoje, bancos vazios e obreiros que vão uma vez por semana", lamentou, esperando o reavivamento: "Fale em línguas na igreja, em casa, na madrugada! Não apague o Espírito" (1 Tessalonicenses 5.19). O clímax veio com imposição de mãos coletivas, línguas fluindo e um apelo: "Jesus bate à porta da igreja morna. Ao vencedor, darei sentar comigo no trono".
A Ceia do Senhor selou a noite com reverência solene. Citando 1 Coríntios 11.23-26, o pastor partiu o pão – "meu corpo partido por vós" – e o cálice – "novo testamento no meu sangue" –, convidando à reconciliação. Ao fundo, o coral entoava "A voz de Deus é tudo", enquanto hinos como "Já sei, comprado com sangue eu sou" e "Deus de aliança" erguiam vozes em gratidão pelo sacrifício redentor de Cristo.
O culto do campo da Assembleia de Deus de Porto Alegre, reafirma o pentecostalismo bíblico como antídoto: alegria incessante, oração sem cessar, dons vibrantes e foco nas "coisas de cima". Para a Assembleia de Deus, o evangelicalismo global, é um chamado: desesperado ou pereça. O Espírito Santo clama: “Eis que estou à porta e bato”.
Por Jornalista Edison Lenn (MTB: 16430)
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